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27 de Abril de 2010 ás 17:10

É decisão!! Operário-VG 61 anos de história e conquistas

(Foto por: Operário-VG 14 vezes campeão estadual em mais uma final.)

Há exatos 61 anos, após o Bispo Bom Antônio Aragão presentear com um jogo de camisas, uma equipe formada com os melhores jogadores de Várzea Grade, nascia o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOV). O jogo de estréia foi contra a equipe do Palmeiras, quando foi usado um uniforme nas cores vermelha,branca e verde. A partida foi disputada no antigo Círculo Operário, na Rua da Independência, centro de Várzea Grande (no local funciona hoje, a Conferência da Igreja Nossa Senhora do Carmo). Os heróis do jogo foram: Benedito “Sapateiro”, Assis, Ciro, Rubens dos Santos, Caetano, Boava (autor do gol), Simão (Cháfia), Alberto (Gonçalo), Lindolfo e Nono “Sapateiro”.

O primeiro presidente do Operário foi o Sr. Luís Vitor da Silva que ainda hoje vive na lendária Av. Couto Magalhães, centro de Várzea Grade. Luís tinha na retaguarda Joaquim Santana Rodrigues, Lamartine Pompeo de Campos, Oldemar Pereira, Mestre Dario, Manuel Mendes de Oliveira e Manuel Santana.

Na época, as partidas eram disputadas nos estádios Gonçalo Botelho de Campos e Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha. O futebol não profissionalizado, sendo disputado apenas na categoria amador. Foi uma fase de ouro, com o “Chicote da Fronteira” conquistando o tricampeonato de forma invicta nos anos 1953, 1954 e 1955.

Uma curiosidade foi o campeonato de 1955, o tricolor chegou ao titulo reforçando seu elenco com três jogadores contratados junto ao seu maior rival da época, o Industrial Esporte Clube Porto; Tatu, Tidinho e Bastilo. O Operário foi apelidado de “Pequeno Davi” pelo radialista Jota Alves, após empate heróico contra o poderoso Clube Atlético Mato-Grossense, gol marcado por Isaac Nassarden, em cobrança de pênalti.

[editar] Rubens dos Santos na presidência

Em 1955, depois de participar da função do Operário e ainda jogar no meio-de-campo do time, Rubens dos Santos assumiu a presidência do “Chicote da Fronteira”. Era uma época difícil, nos dois anos seguintes, o campeonato amador ficou paralisado e o “Velho Guerreiro” teve que levar o time a disputar vários amistosos com times locais e de outras cidades.

Em 1958, aconteceu um fato que mudaria para sempre a história do Operário. O clube se filiou a FMD (Federação Mato-Grossense de Desportos), passando a disputar com as equipes consideradas ponta em Mato Grosso, fato que creditou Rubens dos Santos a ser considerado um ícone na história do clube, colocando o Operário no seleto das equipes profissionais do Estado. Craques revelados em Mato Grosso e contratados junto à equipe de Várzea Grande passaram a “ditar as regras” do futebol mato-grossense por muitos anos.

[editar] Quatro títulos antes da divisão do Estado

Em 1967, o Operário conquistou o seu primeiro título de campeão mato-grossense de futebol profissional, repetindo a proeza no ano seguinte, conquistando o primeiro bicampeonato.

Em 1972/73 sob o comando de Rubens dos Santos e Ingo José Klein, respectivamente, novamente o time de Várzea Grade levou o bicampeonato. Foram os únicos títulos conquistados pelo Operário antes da divisão de Mato Grosso.

Diversos foram os personagens, que dentro de campo participaram dessas conquistas: Bife, Antônio Malaquias, Carlos Pedra, Nelson Pão, Gaguinho, Cecílio, Alindo, Odenir, Zé Pulula e outros.

[editar] Revelações

Muitos atletas foram revelados pelo Operário de Várzea Grande. Era o ano de 1974 e Rubens dos Santos havia assumido novamente a presidência do clube e conseqüentemente, contratado os mais diversos atletas para disputar o campeonato do ano seguinte. Paulo Vítor, goleiro que aprendeu com o mestre Carlos Pedra, antigo goleiro e atual treinador da posição do tricolor, e que obteve a consagração no Fluminense do Rio de Janeiro, sendo tricampeão carioca (1983-84-85) e brasileiro em 1984, além de disputar a Copa do Mundo em 1986 no México, como reserva de Carlos Gallo (Corinthians) e João Carlos uma espécie de coringa do time. Apesar de formar grandes equipes e de ter boas participações, o primeiro título do Operário depois da divisão de Mato Grosso só veio acontecer em 1983, juntamente em cima di Mixto Esporte Clube, quem em 1981 e 1982, havia derrotado o tricolor na final. A presidência do tricolor era ocupada por Branco de Barros. Entre os craques, estavam: Mão de Onça, Caruzo, Laércio, Juarez, Panzarillo, Manfrini, Bife, Adalberto, Mosca, Ivanildo, Malaquias.

Dois anos depois, veio a inédita conquista do tricampeonato em 1985/86 e 87 com o radialista e jornalista Edvaldo Ribeiro. Todas as finais foram disputadas contra o arqui-rival Mixto, que até hoje lamenta a perda de três títulos consecutivos para o Operário. O “Chicote da Fronteira” ainda conquistaria os títulos estaduais de 1994, 1995, 1997, 2002 e 2006.

[editar] As dificuldades do Operário

Mesmo sendo campeão mato-grossense por oito vezes até então, a década de 80 marcou o início do declínio do Operário, que hoje vive uma situação ainda muito pior. A história mostra que após Rubens dos Santos ter deixado a presidência, o clube não obteve nenhum progresso. Pra se ter uma idéia, na época foi adquirida uma grade área nas proximidades onde hoje se encontra a ponte Sergio Motta, e que seria usada para construção da tão sonhada Vila e a Sede Social no centro de Várzea Grade, onde encontra-se praticamente em ruínas. Um clube que tinha total estrutura, hoje nem mesmo um campo próprio para treinar.

Um jogo do Operário tomava as dependências do Dutrinha e no estádio Governador José Fragelli, o Verdão, era raro quando não se levava 30 mil apaixonados torcedores de Várzea Grande, Cuiabá e até outras cidades, que vinham para a capital em caravanas de ônibus e carros próprios. Hoje, para alcançar a marca de 15 mil torcedores, só mesmo o tricolor chegando a uma final de estadual ou disputando alguma partida com uma equipe do eixo Rio-São Paulo pela Copa do Brasil.

[editar] Os grandes craques do tricolor

Jorge Mussa, Boava, Ciro, José Simião, João Mussa, Ali Untar, Rubens dos Santos, Beraldo, Isaac Nassarden, Saldanha, Vital, Martinho, Ponceano, Maneco, Poxoréu, Tatu, Botelho, Genésio, Pequenino, Pacu, Acimar, Ide “Nhara”, Gildo (bem), Lúcio Amorim, Xaxalo, Lulinho, Saldanha, Odenir, Formiga, Maneco, Glauco, JK, Bife, Gaguinho, Mão de Onça, Laécio, Ivanildo, Lúcio Bala, Dito Siqueira, Rafael Reis Nasser, Wandeir, Alceu, Zé Pulula, Mosca, Hernandes, Eurides, Gerson Lopes, Birica, J.Alves,Rafael reis , Rinaldo ,Renan Miranda umas das jovem promesas q vem deixando seu nome na historia do operario,surgiu no estadual de 2007...destacando-se

[editar] Retrospectiva

1997 a 2007

Em 1997, o Operário Várzea-grandense conquistou o seu12° título de campeão mato-grossense de futebol ao derrotar na final o União de Rondonópolis pelo placar de 2 a 1 no estádio Governador José Fragelli, o Verdão. A partida foi realizada dia 10 de agosto daquele ano, marcado a presença de 15.000 torcedores.

[editar] A diretoria do Operário

Presidente: Antônio Gonçalo Maninho de Barros

1° vice-presidente: Carlos Eduardo Sacre de Campos

2° vice-presidente: Vandir Sguarezzi

3° vice-presidente: Jamim Arruda

4° vice-presidente: Roberto Martins

5° vice-presidente: Francisco Corrêa de Almeida Filho

A comissão técnica era formada por:

Búfalo Gil (técnico)

Carlos Pedra (Treinador físico)

Gilmarzinho (preparador físico)

Geraldo Malaquias (massagista)

O elenco campeão: Jean, Edílson, Antônio, Dito Siqueira, Carlinhos, Bimba, Josenilson, Jonas, Laércio, Laurinho, Márcio, Niltinho Goiano, Neymar, Araújo, Pacu, Wender, Renatinho, Paulo, Edson Luiz e Marcelo Henrique.

[editar] 1998

O ano tinha expectativa de ser um dos melhores para o Tricolor de Várzea Grande. Além de buscar o bicampeonato estadual, o time disputará Copa do Brasil daquele ano representando Mato Grosso. O direito foi conquistado devido à conquista do Mato-grossense do ano anterior. No entanto, tudo não passou apenas de pretensões. O Operário acabou sendo eliminado logo na primeira fase da competição pelo Vitória no estádio Fonte Nova.

Foi mantida a mesma diretoria e comissão técnica. Comandada pelo consagrado Búfalo Gil, o Operário chegou à grade final Mato-grossense contra o Sinop. O “Chicote da Fronteira” venceu o ultimo jogo por 2 a 1 em Sinop. Mas não conquistou o título porque havia sido derrotado na primeira partida por 3 a 1 no Verdão.

[editar] 1999

O empresário Carlinho Bergamasco estava na presidência do Operário, mas a equipe acabou se classificando para a fase decisiva do Campeonato Mato-grossense. Mais uma vez o Sinop foi o grande carrasco do tricolor eliminando a equipe várzea-grandense no estádio Gigante do Norte pelo placar de 3 a 2. Naquele ano, o Sinop acabou conquistando o bicampeonato Mato-grossense.

[editar] 2000

Como no ano anterior, o Operário fez uma péssima campanha e acabou sendo eliminado do Campeonato Mato-grossense ainda na 3° fase. O campeão acabou sendo o Juventude de Primavera do Leste.

[editar] 2001

João Carlos era o presidente do Operário de Várzea Grande e a equipe acabou desistindo de disputar o Campeonato Mato-grossense. A alegação foi a falta de estrutura e apoio por parte do empresário várzea-grandense para que pudesse montar um time em condições de entrar na competição. O Juventude de Primavera do Leste acabou conquistando o bicampeonato ao vencer o Mixto na grande final e com isso Alceu Provatti assumiu no ano seguinte.

[editar] 2002

Com uma campanha acima da média, o Operário conquistou o 13° título d campeão Mato-grossense ao vencer o Juventude de Primavera do Leste na grande final no estádio Verdão. A equipe de primavera buscava o tricampeonato estadual. Na semifinal, o tricolor venceu o União de Rondonópolis por 3 a 1 nos pênaltis e carimbou o passaporte para a grade final contra o Juventude de Primavera do Leste. Depois do empate em 1 a 1, o “Chicote da Fronteira” Fez a festa ao vencer o jogo por 5 a 3 na cobrança de penalidades máximas. O técnico tricolor era Eder Taques.

Um fato que marcou a conquista deste título foi dos jogadores do Operário ir a público através da imprensa pedir apoio, já que mesmo com boa campanha onde o time ainda não havia sofrido derrota e conseqüentemente liderava a competição, a diretoria não encontrava condições para cumprir com os seus compromissos como, salários atrasados com os jogadores e comissão técnica. O apelo deu certo. Parte da torcida liderada por Honório Magalhães acabou organizando uma feijoada e repassou tudo o que foi arrecadado para o clube. Depois, com o apoio do deputado estadual José Riva, o Operário recebeu o patrocínio de 40 mil reais da rede de Postos Américas. A coroação de um ano cheio de emoções veio com conquista do título de campeão Mato-grossense.

[editar] 2003

Com a conquista do título de campeão Mato-grossense, o Operário participou da Copa do Brasil, onde acabou sendo desclassificado na primeira fase em seguida do campeonato Mato-grossense.

[editar] 2004

Fazendo uma campanha surpreendente a equipe chegou às semifinais, mas foi desclassificada e não chegou a final.

[editar] 2005

Chegando as finais a equipe do Operário enfrentou o Vila Aurora. A primeira partida foi no estádio Verdão em Cuiabá acabou empatada em 2 a 2. No segundo confronto na cidade de Rondonópolis o tricolor perdeu por 3 a 1. Esse resultado deu o vice-campeonato ao tricolor. O atacante Rinaldo do Operário foi artilheiro do campeonato em 2005 com 16 gols ao lado de Moreno do Vila Aurora.

Dia 03/07/2005 - Domingo

Local: Luthero Lopes (Rondonópolis - 18h00);

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS);

OPERÁRIO: Ernandes, Peta, Marcelo do Ó e Evandro; Baiano, Kiko, Betinho, Elias (Fernando) e Lucianinho; Rinaldo e Gil (Éder Grillo).

Técnico: Carlos Henrique Pedroso, Mosca.

Mas ainda em 2005 o tricolor trouxe muitas alegrias ao seu torcedor. Montando um time guerreiro com a mesma base do Campeonato Estadual. Tento como presidente Wendell Rodrigues, vice-presidente José Maria Fratuchelli, além de José Alceu Provatti como diretor de futebol.

E foi na II Edição da Copa Governador que o time do Operário marcou forte presença. Fazendo uma excelente campanha e chegando as finais com seu maior rival, o Mixto. Até este confronto foram 19 anos de espera, onde as duas maiores torcidas do estado pudessem ver uma final entre Operário e Mixto.

Uma partida que entrou para história do futebol mato-grossense, reuniu mais de 20 mil pagantes no estádio Governador José Fragelli, “O Verdão”.

Radiante o time tricolor venceu a primeira partida no dia 19 de novembro de 2005 – Sábado – por 1 a 0 com gol do lateral Fabiano.

A segunda partida no dia 27 de novembro de 2005 – Domingo – o tricolor precisava apenas do empate, mas o técnico Mosca atento não se conformava com a vantagem e queria seu time brigando minuto a minuto, pois sabia da importância do titulo para o tricolor. E o trabalho físico feito por Júlio César Fumanchu foi fundamental para o técnico Mosca que tinha sua equipe voando no gramado.

As duas equipes lutaram e não se renderam e diante de 20 mil torcedores e o Operário garantiu o título de Campeão da Copa Governador empatando com o Mixto em 2 a 2.

Foram 90 minutos de pura magia tricolor e ao apito final o time do Operário sagrou-se Campeão da II Copa Governador. O capitão da equipe, o goleiro Ernandes ergue o troféu de campeão diante de sua torcida no estádio Verdão.

Dia 27/11/2005 - Domingo

Local: Estádio Governador José Fragelli, Verdão (Cuiabá - 18h30);

Árbitro: Maurício Aparecido Siqueira. Assistentes: Rilmar Ribeiro Primo e Luiz Fernando Irineu da Silva.

OPERÁRIO: Ernandes Pantaneiro; Polaco, João Bosco, Ataliba e Fabiano; Léo, Betinho, Gugo e Fernando Vilanova; Ely e Miguel.

Técnico: Carlos Henrique Pedroso, Mosca.

[editar] 2006

A Copa do Brasil 2006 abriu as portas para o tricolor que não se intimidou com a equipe do Fluminense/RJ e fez bonito no Verdão e no Maracanã. Mas o Operário dentro de suas limitações foi eliminado no Rio de Janeiro.

Veio o Estadual e com ele a base de 2005, e o técnico Mosca no comando. As coisas estavam caminhando e depois de alguns problemas Mosca se demitiu. A diretoria contratou Carlos Rufino.

Carlos Rufino continuou com a base de Mosca e mesclou seu trabalho. Sucesso absoluto e o tricolor trilhou rumo ao título Estadual.

Foram dois jogos contra o Barra do Garças na final, e nas duas partidas deu Operário. E mais uma vez o tricolor levantou o troféu de campeão, sendo o 14º título Estadual.

[editar] Primeira partida da final – Operário 2x0 Barra

Dia 24/05/2006 – Quarta-feira

Local: Verdão (Cuiabá - 20h30);

Árbitro: Jamil Rodrigues (MT);

Gols: Wender 17' do 1º; e Wender 30' do 2º tempo.

OPERÁRIO: Ernandes, Simoney (Éder Grillo), Maurício Canhão, Ataliba e Fabiano; Édson Nascimento (Fábio Pastor), Rafael e Wender; Odil, Ronaldo Paulista (Luiz Fernando) e Rinaldo.

Técnico: Carlos Rufino.

[editar] Segunda partida da final – Barra 1x2 Operário

Dia 28/05/2006 – Domingo

Local: Zeca Costa (Barra do Garças - 15h00);

Público: 4.000;

Árbitro: Luiz Alberto Dip (MT);

Gols: Odil 23' do 1º; Rinaldo 17' do 2º tempo.

OPERÁRIO: Ernandes, Fábio Pastor, Maurício Canhão, Ataliba e Fabiano; Rafael, Wender, Gugo (Luiz Fernando) e Odil (Simoney); Ronaldo Paulista (Tony) e Rinaldo.

Técnico: Carlos Rufino.

Em 2006 Rinaldo foi artilheiro do campeonato mais uma vez, mas dessa vez isolado com 14 gols.

[editar] Brasileiro da Série C

Foi um momento muito importante para o tricolor. O Operário teve uma bela participação na Série C de 2006. Foram 12 partidas sendo: 14 pontos ganhos, 3 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Chegando entre os melhores e a segunda fase da competição.

[editar] 2007

Mantendo a tradição tricolor de sempre estar entre os melhores o Operário participou da Copa do Brasil 2007, onde foi eliminado pelo Palmeiras/SP em uma partida cheia de problemas.


O Operário em seus 58 anos trilhou uma história cheia de títulos, craques e muito sucesso. Nestes anos nomes importantes da cidade de Várzea Grande e de Mato Grosso estiveram à frente do tricolor.

 

Por: Showdoesporte/wikipedia.org